Parar
Interromper por momentos a correria e o ruído. Criar espaço para conseguir olhar para aquilo que está a acontecer. Porque quem não para, não vê.
Só ainda não conseguimos perceber o quê.

Talvez tenhas construído uma vida.
Trabalho, família, projetos, segurança. E, mesmo assim, fica a sensação de que alguma coisa não está no lugar.
Ou talvez tenha sido a própria vida a obrigar-te a parar. Uma doença, uma perda, uma separação, uma mudança que não escolheste.
E, às vezes, não aconteceu nada de extraordinário.
É muitas vezes aqui que o caminho começa.
Saí de casa prematuro, com vontade de conquistar e de fazer o meu caminho. Aprendi com os meus pais, gente humilde e de muito trabalho, que a vida se faz a fazer acontecer.
E fiz acontecer.
Mergulhei no empreendedorismo, na restauração, nos ginásios, cheguei a ter mais de uma centena de pessoas a trabalhar comigo. Tinha as empresas, tinha as coisas. Tinha aquilo que nos ensinam a querer.
Fizeram-me a mesma promessa que te fizeram a ti. Estuda, trabalha, constrói, para um dia seres alguém.
Eu construí tudo. E nunca mais chegava a minha vez de ser alguém.
Não houve drama. Não houve acidente, nem perda, nem fundo do poço. Estava tudo a funcionar, e mesmo assim havia um vazio por dentro que nenhuma conquista preenchia.
Foi por volta dos 30 anos que percebi que algo tinha de mudar. Não de repente. Foi um despertar que foi acontecendo, devagar, à medida que fui tirando o ruído do mundo de fora para conseguir ouvir o que estava dentro.
Comecei então um caminho diferente. Um caminho para dentro.
E foi aí que percebi aquilo que hoje é o centro do meu trabalho:
Não precisamos de escolher entre o mundo de fora e o mundo de dentro. Precisamos de aprender a ser alguém, antes de nos perdermos naquilo que temos.
Repara numa árvore. Quando cresce, cresce sempre nos dois sentidos.
De cada vez que sobe um ramo, que abre uma folha, que dá um fruto, está a descer uma raiz. Uma coisa não acontece sem a outra. É assim que a árvore se aguenta de pé.
Connosco é igual.
Às vezes passamos a vida a cuidar da copa e esquecemos as raízes, e uma árvore só de copa cai ao primeiro vento. Outras vezes descobrimos as raízes e abandonamos tudo o que construímos lá em cima.
Nos dois casos, falta uma parte da árvore.
Não temos de escolher entre a raiz e o fruto.
Quando cuidamos das raízes, ganhamos a base que suporta aquilo que construímos. E continuamos a cuidar da copa: a podar, a orientar, a trabalhar e a dar direção ao que queremos fazer crescer.
Não é uma vida a meio.
É uma vida inteira.
A crescer ao mesmo tempo.
Porque o verdadeiro sucesso não é chegar primeiro.
É chegar inteiro.
Quando alguém chega até mim, não começo por dizer o que deve fazer. Começo por escutar.
Porque antes de mudar seja o que for, precisamos de perceber onde estamos, o que estamos a viver e aquilo que ainda não conseguimos ver.
Ao longo dos anos fui percebendo que, apesar de cada pessoa ter a sua história e o seu ritmo, há movimentos que se repetem neste caminho.
São cinco.
Interromper por momentos a correria e o ruído. Criar espaço para conseguir olhar para aquilo que está a acontecer. Porque quem não para, não vê.
Escutar e observar com atenção. O corpo, as emoções, os pensamentos, aquilo que te rodeia e o que a vida te anda a mostrar.
Dar sentido ao que apareceu. Reconhecer padrões, repetições e aquilo que estava à frente dos olhos, mas ainda não conseguíamos ver. É aqui que algumas peças começam a encaixar.
Perceber para onde queremos ir e começar a desenhar como chegar lá. A direção, a estratégia, os hábitos, as rotinas e os limites que vão apoiar essa escolha. Porque escolher não é apenas querer. É comprometer-nos com aquilo que escolhemos.
Levar a escolha para a vida. Experimentar, ajustar, continuar e integrar.
Interromper por momentos a correria e o ruído. Criar espaço para conseguir olhar para aquilo que está a acontecer. Porque quem não para, não vê.
Escutar e observar com atenção. O corpo, as emoções, os pensamentos, aquilo que te rodeia e o que a vida te anda a mostrar.
Dar sentido ao que apareceu. Reconhecer padrões, repetições e aquilo que estava à frente dos olhos, mas ainda não conseguíamos ver. É aqui que algumas peças começam a encaixar.
Perceber para onde queremos ir e começar a desenhar como chegar lá. A direção, a estratégia, os hábitos, as rotinas e os limites que vão apoiar essa escolha. Porque escolher não é apenas querer. É comprometer-nos com aquilo que escolhemos.
Levar a escolha para a vida. Experimentar, ajustar, continuar e integrar.
Desliza para o lado →
Porque não basta compreender.
É preciso viver aquilo que compreendemos.
Quando é preciso, ao longo deste caminho, integro diferentes técnicas terapêuticas que fui reunindo ao longo dos anos.
Não como uma receita igual para todos, mas como ferramentas que podem ajudar a olhar mais fundo, a soltar o que pesa e a reconstruir uma nova forma de caminhar.
Se chegaste até aqui e alguma coisa em ti reconheceu-se, talvez seja o momento de conversarmos.
Não é terapia, não é um curso, não é o princípio de um programa que tens de seguir. É um espaço para parares e olhares, com alguém ao teu lado, para aquilo que estás a viver.
Numa sessão, ajudo-te a perceber três coisas:
Às vezes esse passo é a Jornada Consciente. Às vezes é um retiro. Às vezes é outro tipo de acompanhamento. E às vezes é simplesmente voltares para a tua vida com mais clareza, sem precisares de mais nada meu.
Prefiro dizer-te isso com honestidade a vender-te algo de que não precisas.
Há diferentes formas de caminhar comigo. Não são etapas, nem uma escada a subir. São caminhos diferentes, para momentos e necessidades diferentes.
Um caminho de continuidade, para levares a consciência à forma como vives os teus dias. De segunda a sexta, das 6h30 às 7h, estou lá contigo, ao vivo, para começarmos o dia juntos antes de tudo o resto começar.
Momentos de parar e sair do contexto habitual, ao ritmo das estações. É onde o trabalho é mais fundo, onde se mexe no que uma sessão não alcança, e onde muitas vezes acontece uma viragem de página.
Uma experiência de caminhada, silêncio e partilha, ao longo de vários dias. O caminho de fora torna-se caminho de dentro. Vou ao teu lado, ajudando-te a olhar para aquilo que aparece e a continuar em frente.
O caminho mais profundo e completo que faço com alguém. Seis meses de acompanhamento individual, com sessões de duas em duas semanas, dois retiros incluídos e a Jornada Consciente. Para quem quer ir fundo, e não sozinho.
Aquilo que somos não fica à porta quando entramos no trabalho.
A forma como lideramos, nos relacionamos, decidimos e construímos uma empresa também pode ser vivida com mais consciência.
Foi desse princípio que nasceu a Empresa com Alma, o meu trabalho com empresários, líderes e organizações.
Quando conheci o Mário, o meu negócio estava a crescer, e eu tinha posto quase toda a atenção nele. A saúde, as emoções, o tempo com a família, tudo isso tinha ficado para trás.
Ao longo do trabalho com ele, abri pilares que eram cegos para mim, a espiritualidade e o peso do autoconhecimento nas decisões que precisava de tomar. Em cada sessão conseguia ver-me de fora e realinhar as minhas escolhas.
Hoje decido com mais consciência e mais assertividade, sem me esquecer de quem sou.
«É preciso sair da ilha para observar a ilha.» É isto trabalhar com o Mário.
Quando cheguei ao Mário, sentia que precisava de perceber melhor quem eu era e de onde vinham algumas das minhas reações. Trazia muito stress, ansiedade e coisas do passado que ainda carregava sem perceber verdadeiramente o peso que tinham em mim.
Hoje tenho muito mais consciência de mim. Não significa que tenha deixado de sentir stress ou que tenha deixado de reagir mal algumas vezes. A diferença é que hoje consigo reconhecer melhor o que está a acontecer dentro de mim.
Tenho procurado ser mais paciente com a minha filha, estar mais presente na minha relação, ouvir mais e reagir menos. Acima de tudo, sinto que comecei um caminho de maior consciência, para escolher cada vez mais conscientemente o homem, o pai, o marido e o líder que quero ser.
Estava a viver uma fase muito desafiante, com um desânimo muito grande e uma tristeza enorme. Precisava de perceber o porquê de tudo o que estava ao meu redor.
Quando comecei a trabalhar com o Mário, as respostas começaram a surgir e eu comecei a reconhecê-las. Um dos pontos mais importantes foi a qualidade de vida que comecei a ter.
Hoje vivo muito mais calma, serena e feliz. Sou mais tolerante, mais compreensiva e lido comigo com muito mais confiança. Encaro também os desafios de uma forma mais tranquila.
Quando cheguei ao Mário, lembro-me de sentir que, sempre que olhava para mim, parecia ver alguma coisa que eu própria ainda não conseguia perceber. Cheguei a sentir-me intimidada por isso e, ao mesmo tempo, curiosa.
Quando me disse que íamos trabalhar a minha autoconfiança, fiquei incomodada, quase ofendida. Nunca me considerei uma pessoa insegura e não percebia o que isso tinha a ver comigo.
Hoje percebo que a questão era muito mais profunda. Eu não percebia verdadeiramente que era suficiente. Muitas das inseguranças que pareciam vir do exterior eram, na realidade, sintomas de algo que eu ainda não tinha compreendido dentro de mim.
Comecei a perceber que não preciso de estar sempre a provar o meu valor, nem de corresponder àquilo que acho que os outros esperam de mim. Posso sentir medo ou desconforto e, ainda assim, expressar a minha opinião, mostrar aquilo que sei ou admitir aquilo que não sei.
Hoje sinto prazer em estar comigo própria. Sinto-me mais confortável em ser quem sou e consigo escolher mais por aquilo que faz sentido para mim e menos pelo medo daquilo que os outros possam pensar.
Ainda tenho caminho para fazer. Mas talvez a maior transformação tenha sido perceber que não preciso que o mundo me diga que tenho valor para conseguir sentir esse valor dentro de mim.
Quando cheguei ao Mário, havia coisas na minha vida que aparentemente estavam no lugar, mas dentro de mim começava a sentir que algumas já não faziam sentido.
Comecei a reconhecer melhor os meus padrões, os meus medos e as minhas reações. Percebi que não posso controlar tudo o que me acontece, mas posso escolher a minha posição perante a vida.
Hoje continuo a ter dúvidas e a cometer erros, mas consigo reconhecer os meus padrões mais cedo e escolher de forma mais consciente. Deixei de pensar apenas na vida que tenho e comecei a assumir responsabilidade pela vida que quero construir.
Quando encontrei o Mário, a minha vida era demasiado confusa. Não sabia bem quem era, duvidava constantemente das minhas decisões, opiniões e opções. Estava insatisfeita com todas as esferas da minha vida, triste e ansiosa por uma mudança e por algumas respostas.
Ao longo do tempo, comecei a encontrar-me. Transformei-me como pessoa e tornei-me melhor para mim e para os outros.
Hoje sou uma pessoa muito mais consciente de mim, dos outros e do que me rodeia. E isso muda tudo na vida. Viver, escolher e lidar comigo com consciência não me traz uma vida perfeita, mas permite-me trilhar um caminho cada vez mais harmonioso para mim e para os meus.
Há 18 anos criei o Espaço Portal, na Maia, e desde então tenho dedicado grande parte da minha vida a acompanhar pessoas nos seus processos de transformação.
Mas o caminho de dentro começou muito antes. Desde cedo que os dois mundos cresceram em paralelo em mim: o mundo das empresas e o mundo da consciência.
Sem ainda lhe saber o nome, já caminhava entre esses dois mundos.
Ao longo dos anos, fui estudando e integrando diferentes abordagens terapêuticas, emocionais, sistémicas e energéticas. Nunca procurei uma técnica que tivesse todas as respostas. Fui reunindo ferramentas diferentes, para pessoas diferentes e momentos diferentes.
O trabalho foi crescendo e tomando outras formas. Nasceram os retiros, a Jornada Consciente, o acompanhamento individual, o Caminho de Santiago e a Empresa com Alma. Acompanhei pessoas, famílias, empresários, líderes e equipas. E continuei, eu também, a estudar, a experimentar e a aprender.
Hoje, tudo o que faço nasce do mesmo lugar: ajudar cada pessoa a ver aquilo que ainda não consegue ver, e a construir uma forma mais consciente de caminhar pela sua vida.

Talvez não precises de saber já para onde vais.
Talvez precises apenas de parar tempo suficiente para veres onde estás.
O caminho começa aí.